quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá








Adaptação da obra O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
de
Jorge Amado


A felicidade em mim surgiu
Como a água num regato
Que logo se sumiu
Nas goelas de um gato

Mas passado algum tempo
Ela em mim se reavivou
Deixando-me a mim
Como uma andorinha que feliz se casou

Andava eu tão tristonha
Sem saber o que fazer
E só a minha amiga Cegonha
Me poderia valer

Até que a certa altura
Já nem ela própria sabia
Pois a minha amargura
Nunca mais desaparecia

Eu andava confundida
Entre o partir e o ficar
Como um barco à deriva
Sem porto para atracar

E assim passava o dia
Sozinha no meu canto a chorar
Nem o rouxinol e a sua melodia
Me conseguiam animar

Mas um dia avistei
Um lindo gato malhado
Desde aí por ele me apaixonei
Apesar dele ser mal-humorado

Oh, feiinho! Gritei-lhe eu
Do alto da Moreira
Mas ele não se apercebeu
Da minha asneira

Passara outra vez
O mesmo eu lhe dissera
Quem sabe talvez
Ele não se apercebera

De novo lhe voltei a chamar
E nada me dizia
Mas eu não lhe podia falar
Pois ele ainda me comia

Um dia “meteu” conversa
Bom dia menina andorinha!
Mas eu não cai nessa
E segui a minha vidinha

Mas logo me arrependi
Da atitude que tomara
Atrás volvi
E não me arrependi

- Andorinha Sinhá
Chamou ele com ar carinhoso
- Diga lá diga lá
seu grande preguiçoso

-Será, será, Dona andorinha
Verdade o que me vieram dizer
Que a menina ia casar
- Quando o sol nascer

- Não, não me vou casar
- Respondi eu nervosa
- Quem lho foi contar
AH! Já sei foi a madrugada vaidosa

Não lhe interessa quem foi
Que me veio contar
Só quero que me confesse
Se na verdade vai casar

Não casar, não caso não senhor
Nem que me mandassem depenar
Pois só casarei com você, meu amor
Se você comigo este passo quiser dar

Claro, que quero
Contigo me casar
O meu amor por ti é sincero
Disso não podes duvidar

E quem havia de dizer
E quem havia de adivinhar
Que um gato malvado
Com uma linda andorinha se havia de casar.






Soraia Calvo
8º B, n.º 12

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